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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

📝 PROCESSOS - ZINE CULPOSO

 

Este é mais um post de reclamação do que de processo. Tive a ideia para este zine enquanto pensava em algum projeto para fazer com um grupinho específico: meu conje Brian e meus amigos rafatuca e dormente. Eu já imaginava que ninguém fosse querer fazer nada mas que fariam assim mesmo, então o nome já estava pronto. 

Minha proposta era que cada um fizesse quatro ilustrações de observação ou que fossem contemplativas de alguma forma, sem temática específica, sem texto e principalmente sem referência a outras artes. Não que eu seja totalmente contra fanarts, mas acho que esse tipo de coisa deixa a gente preguiçoso e limita a interpretação. Eu também queria que todos os desenhos fossem feitos sem edição digital.
Como qualquer trabalho em grupo, acabou que cada um quis entender de um jeito, eu me irritei completamente e acabei não finalizando meus desenhos em pontilhismo, que era a técnica que tinha planejado.

Escolhi coisas que vi dentro da minha casa e uma vista da rua. Todos feitos com caneta, no tamanho original A5.

A intenção era criar uma janela, onde os pensamentos pudessem se perder, sem guia, chegando em algum lugar, meio sem querer. Acho que conseguimos. 

O resultado ficou bonito, minha insatisfação completamente camuflada e apesar das frustrações, é um trabalho bastante elogiado, mas provavelmente não vou fazer uma reimpressão quando meu estoque acabar. 

Você pode adquirir a versão online AQUI. 

Até mais!
✨Ya Amani ✨


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

📚 BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO 📚

 


Fui como visitante na Bienal ontem (10 de setembro). Escolhi um dos dias que pareceu ser menos movimentado e tirando a parte do início da tarde, quando ainda tinha muitas excursões de escola, foi mesmo bem tranquilo. 

Começando pelo estande da Prefeitura de São Paulo onde estavam distribuindo um livro por pessoa. Pegamos Do Onírico ao Silêncio e  Adelina, Júlia e o Jardim Encantado. 

Seguimos para o estande da Pilot para trocar tampinhas por canetas, já que todos os outros brindes estavam esgotados. Esta ação da marca é para ajudar a ONG de proteção animal Cão sem dono. Esse estande estava em uma área diferente e bem menos movimentada do resto do evento. Também tinha uma praça de alimentação e outros estandes menores.



Na área dos artistas, fiquei feliz em ver especialmente Nimbus Quintal em uma mesa grande e em um espaço realmente movimentado, já que era uma das autoras independentes que também estavam na FLOPEI. Lá comprei esse cartão-postal para enviar para algum dos meus correspondentes (até aquele momento, eu obviamente não estava sabendo da greve dos Correios). 



No mesmo corredor, participamos desta ativação da Bic. Era para desenhar o bonequinho da marca e ganhar (mais) uma caneta.

 


Apesar de morar em São Paulo, nunca fui ao Sebo do Messias. Foi até uma surpresa encontrar um estande de sebo. Lá comprei esse livro que conta a história de algumas receitas clássicas. Tenho gostado bastante de estudar sobre culinária de modo geral e foi um pouco triste perceber que boa parte dos livros das seções “gastronomia”, em todas as livrarias, tem a ver com algum tipo de dieta. 

 

 

O estande mais surpreendente foi sem dúvidas o da Livraria do Senado. Primeiro por eu nem saber que isso existia e mais ainda pelos títulos. Além de muitos títulos sobre política e constituição, também sobre temas históricos e culturais, todos com valores bastante acessíveis. Também tinham brindes como marcadores e cartões-postais.


eu também não sabia que o poze do rodo era escritor


Comprei também alguns livros infanto-juvenis, que são sem qualquer sombra de dúvida o meu gênero literário preferido, em outros estandes por bons preços. Aporofobia e Shiro e os Avós Sakura, da Companhia das Letrinhas e uma edição belíssima ilustrada e com o texto original em inglês de Peter Pan, que é o meu livro preferido da vida. 


 

Outra coisa que aprontei por lá, foi largar alguns envelopes com publicações minhas. Se você está lendo isso, provavelmente foi um dos corajosos que pegou um pacote que poderia conter qualquer coisa no chão e enfiou na bolsa. Ou uma pessoa que, pelo meu julgamento, tem cara de quem iria gostar de ler um zine e/ou um blog.

Espero que tenham gostado do presente misterioso e que continuem acompanhando meu trabalho por aqui. Vocês podem deixar um comentário ou enviar um email falando o que acharam (caso tenha dificuldade para logar aqui, desative a proteção do navegador). 



De modo geral, achei a Bienal muito boa. Os livros não estavam com descontos tão altos, mas acredito que a proposta seja a divulgação, encontros, o evento como um todo. Se você pretende ir em algum dos dias seguintes, sugiro o horário após às 16h. E leve seu lanche. 


patinho que ganhamos como brinde ao comprar um almanaque do Tex. Não entendi o conceito, mas achei uma graça 🦆

Até a próxima!

✨ Ya Amani ✨

terça-feira, 8 de setembro de 2026

✨“NÃO TENHO REDES SOCIAIS, MAS TENHO UM BLOG”✨

Foi minha frase preferida nos últimos eventos (escrevi sobre eles aqui). Agora que finalmente tenho um BLOG DE VERDADE, acho que é um bom momento para escrever sobre o que me fez abandonar o instagram e o tiktok.

 


Com exceção de alguns vídeos que passaram de 40 mil visualizações, eu nunca tive muita fama online. Mas foram justamente esses vídeos, que saíram da bolha lgbtqiapn+ alternativa, que me cansaram mais. Eu já recebia mensagens de ódio mesmo antes de publicar o zine Manifesto Queer Muçulmano (Começou em 2023, quando uma foto minha na Parada de SP foi publicada no perfil da Mídia Ninja). Mas desta vez os comentários ficaram públicos e para um público muito maior. Não era nada que conseguisse me ofender, mas eu me preocupava muito com a possibilidade de que as pessoas que se identificavam comigo fossem atingidas de alguma forma. 

Um outro ponto é que eu não tenho paciência para responder dm, caixinhas de perguntas ou transformar minha vida em entretenimento de qualquer modo. Eu até cheguei a fazer conteúdo de comprinhas e coisas menos pessoais, mas acabei chegando no meu principal motivo para largar as redes. 


Percebi que é simplesmente um absurdo ter que produzir conteúdo (trabalhar) de forma gratuíta para manter uma plataforma que não é eficiente e não me traz absolutamente nenhum retorno. E ainda precisar pagar se eu quiser que este conteúdo chegue às pessoas que já me seguem (?!). 

Se todas as pessoas que se tornaram clientes me conheceram em eventos ou através de indicações e eu não tenho interesse em participar de eventos que considerem números de seguidores como parte da avaliação para aprovação, acredito que a melhor forma de se mostrar contra este sistema é simplesmente não usar. Então é isso que eu faço. Não vou mais trabalhar de graça para quem só quer o meu mal. Mantive uma conta no instagram apenas para compartilhar bobagens do dia a dia com os amigos mais próximos e provavelmente vou deletar também no futuro.

 

O blog me serve como uma ótima alternativa. Além do toque nostálgico, aqui consigo compartilhar sobre meu trabalho e processos, escrevendo o tanto que quero e com direito a fotos sem edição e gifs meia-boca. 

 

Então continuo por aqui, inshallah. Espero continuar postando e empurando todo mundo que já pensa em fazer o mesmo. 


Até mais!

✨Ya Amani ✨


📚 PACK DE ZININHO ✂️

 postado originalmente no ko-fi em 4 de setembro de 2026

 


Quando fiz a conta no ko-fi, demorei um pouco para começar a postar porque tive um problema para conectar o paypal. Liguei para o suporte e depois de resolver o problema, a atendente me perguntou se eu estava tentando pagar ou receber. Respondi, na maior inocência, que era para receber e estava tentando vincular a conta para uma plataforma de conteúdo. Ela começou a rir e só depois de agradecer e desligar, percebi o que eu tinha dado a entender. 

Aproveitando o equívoco, aqui está um pouquinho do tal conteúdo: 

 

clique na imagem para baixar

Felizmente (ou não) é só um kit de mini zines sem nenhuma baixaria para você imprimir e dobrar aí na sua casa, gratuitamente. 

Esta é uma seleção das minhas produções preferidas neste formato, feitas entre 2023 e 2024.  

Com exceção do “Faça um mini zine”, que é puramente didático (apesar de alguns erros), todos foram feitos com ilustrações originais, colagens e possuem poster no verso. 

Para o “Delírio”, que é colorido e muito preenchido, sugiro impressão em folha com gramatura mais alta do que 90. Este, como não possui texto, tem espaço para customização.


Após a impressão, é só cortar as bordas (isso não é necessário no “Faça um mini zine”. Se você não tem muita experiência em dobras, comece por este). Se a marcação não estiver clara, use a parte do poster como referência. É possível que sejam necessários alguns ajustes. Ou não. Zine também é desapego. 

No começo dá uma raiva, mas com mais tempo você pega o jeito. Seguindo as instruções direitinho, você vai ter mais ou menos isso aí.

 


O que mais gosto neste formato é a praticidade. Com uma folha de papel e algo para rabiscar ou colar você já tem um trabalhinho completo. Foi desse jeito que comecei a entrar nesta área, lá por 2022. Ainda não expunha em eventos, mas sempre tinha algum zininho para trocar e/ou puxar assunto com outros artistas. Em 2024, dei uma oficina na Casa 1, aqui em SP, pude ver na prática como muitas vezes a gente só precisa saber onde dobrar e recortar as coisas para as ideias surgirem. 

Espero que gostem e se sintam inspirados para suas próprias produções. Dobra aí e depois  me conta o que aconteceu, tá bom?

 


Até a próxima!

✨Ya Amani✨

☠️ FLIPEI + QUADRINHOS E AFINS 📚

 postado originalmente no ko-fi em 31 de agosto de 2026

Antes tarde do que mais tarde ainda, vou deixar um post aqui para poder continuar dizendo que “não tenho redes sociais mas tenho um blog”.

Eu realmente esperava ter mais ânimo para escrever sobre meus processos e outras coisas da minha vidinha de artista independente, mas estes dois eventos me desanimaram completamente. 

Começando pela primeira bomba: FLIPEI. Foram cinco dias (5 a 9 de agosto) que só não foram um desastre completo por conta da companhia dos meus vizinhos. Até preciso me policiar ao escrever pois na minha cabeça eu chamo de flopei. 

Já sabíamos que a tal área “Jardim da Independência” seria um espaço aberto e menor em comparação ao espaço das editoras “grandes” e que teríamos um espaço de 60×45 cm para expor nossos trabalhos. Até aí (já péssimo, mas) tudo bem. O que aconteceu foi que disponibilizaram UMA CARTEIRA ESCOLAR para cada um. Com o argumento de que tal estrutura possuía o mesmo espaço (Isso ainda piora). Depois de conseguirmos improvisar estruturas para conseguir expor os trabalhos de forma razoável, ainda tivemos que BRIGAR (não existe outro termo) para conseguir cadeiras. 

e ainda tive que deixar pregado este papel horroroso com a numeração errada
 

Depois de um ou dois dias, começaram a disponibilizar algumas mesas de verdade, que foram divididas entre dois ou três expositores. Apesar da exceção ter sido grave, boa parte da equipe de apoio era solícita e realmente comprometida em trazer soluções, mas não adiantou.

Acredito que o tempo chuvoso e a dispersão das atividades do evento contribuíram para o baixíssimo público. Como eu disse no início, só compensou mesmo pelas amizades que fiz com os  colegas que estavam ao meu lado: Sarah, Adrianna e Luiz, da Ọkàn (de Mato Grosso do Sul) e Régis, da Afrodinamic (de São Paulo mesmo).

Sarah, Adriana, eu, Régis e Luiz 


Eu preferi nem fazer as contas para saber o lucro exato, pois é possível que eu tenha até ficado no prejuízo contando gastos como transporte, alimentação e principalmente o tempo que eu poderia ter ficado em casa trabalhando. 

Lembra que eu disse que iria piorar? Após o evento, veio a pá de cal. Um email-carta pedindo desculpas e justificando a escolha das carteiras como “uma referência à última maior greve estudantil do estado de São Paulo, onde as cadeiras figuraram cenas de barricadas, piquetes e manifestações”, entre outros floreios que só poderiam ser pensados pelo tipo de gente que diz não estar acima de ninguém quando obviamente está. 

Eu já tinha me prometido não fazer nenhuma feira de mais de 2 dias este ano. Até merecia castigo, mas acho que este foi um pouco desproporcional. Bem feito para mim.

Depois de um breve respiro, veio a Quadrinhos e Afins (15 e 16 de agosto). Apesar de ter sido em outra cidade (Taboão da Serra), era muito mais próxima da minha casa do que a anterior. Sobre a organização dessa, eu não tenho nenhuma reclamação. Nenhuminha. Desde o início o organizador deixou tudo comunicado e me pareceu ser muito solícito. Até mesmo se deu ao trabalho de me enviar pelo whatsapp a postagem de instagram de divulgação da minha mesa, já que eu não tenho redes sociais. 

Também pudemos escolher não apenas o local da mesa no espaço (dentro da organização já estabelecida, é claro) como também nossos vizinhos (e é claro que houve a reunião dos CULPOSOS). Minha mesa era tão grande que eu quase não soube o que fazer com tanto espaço. 

minha mesa e a do rafatuca (@raftuca)

No entanto, acho que pensaram muito nos artistas e esqueceram do PÚBLICO. Neste ponto, foi ainda pior do que a Flopei. Foi muito triste. Havia uma diversidade enorme de artistas, alguns em seu primeiro evento. O espaço era grande e arejado. Ficamos um tempo sem luz no segundo dia, mas isso pode acontecer mesmo em eventos grandes. Com exceção do café, tudo o que comprei para comer lá estava muito bom. Mas não tinha ninguém. 

O pouco que vendi foi para outros expositores. Também fiz algumas trocas, o que é quase sempre muito bom. Valeu a pena, novamente, só pela algazarra com os amigos.

registro com minha super camera de gatinho 😸 Dormente, Rafatuca, Braio e eu, quando acabou a luz.

Então, depois desta sequência de desventuras, eu precisei de um tempo para tomar fôlego. Junto com a minha decisão seríssima de não me inscrever em mais nada este ano, também estou passando por uma reforma na expressão artística. 

Já faz um tempo que não gosto muito das coisas que venho produzindo e acho que agora tenho um objetivo mais claro. Nada drástico, na verdade. Só alguns ajustes. 

Sigo na intenção de compartilhar uma coisa ou outra com mais frequência. Você pode me seguir por aqui e no ko-fi sem nenhum custo. Vou continuar deixando para assinantes apenas coisas mais sensíveis ou pessoais (a parte mais legal por apenas 5 real).

Caso haja ânimo, até a próxima!

✨Ya Amani ✨

📝 PROCESSOS - ZINE CULPOSO

  Este é mais um post de reclamação do que de processo. Tive a ideia para este zine enquanto pensava em algum projeto para fazer com um grup...