postado originalmente no ko-fi em 31 de agosto de 2026
Antes tarde do que mais tarde ainda, vou
deixar um post aqui para poder continuar dizendo que “não tenho redes
sociais mas tenho um blog”.Eu
realmente esperava ter mais ânimo para escrever sobre meus processos e
outras coisas da minha vidinha de artista independente, mas estes dois
eventos me desanimaram completamente.
Começando pela primeira bomba: FLIPEI.
Foram cinco dias (5 a 9 de agosto) que só não foram um desastre
completo por conta da companhia dos meus vizinhos. Até preciso me
policiar ao escrever pois na minha cabeça eu chamo de flopei.
Já
sabíamos que a tal área “Jardim da Independência” seria um espaço
aberto e menor em comparação ao espaço das editoras “grandes” e que
teríamos um espaço de 60×45 cm para expor nossos trabalhos. Até aí (já
péssimo, mas) tudo bem. O que aconteceu foi que disponibilizaram UMA
CARTEIRA ESCOLAR para cada um. Com o argumento de que tal estrutura
possuía o mesmo espaço (Isso ainda piora). Depois de conseguirmos
improvisar estruturas para conseguir expor os trabalhos de forma
razoável, ainda tivemos que BRIGAR (não existe outro termo) para
conseguir cadeiras.
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| e ainda tive que deixar pregado este papel horroroso com a numeração errada |
Depois de um ou dois dias, começaram a
disponibilizar algumas mesas de verdade, que foram divididas entre dois
ou três expositores. Apesar da exceção ter sido grave, boa parte da
equipe de apoio era solícita e realmente comprometida em trazer
soluções, mas não adiantou.
Acredito
que o tempo chuvoso e a dispersão das atividades do evento contribuíram
para o baixíssimo público. Como eu disse no início, só compensou mesmo
pelas amizades que fiz com os colegas que estavam ao meu lado: Sarah,
Adrianna e Luiz, da Ọkàn (de Mato Grosso do Sul) e Régis, da Afrodinamic
(de São Paulo mesmo).
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| Sarah, Adriana, eu, Régis e Luiz |
Eu preferi nem fazer as contas para saber
o lucro exato, pois é possível que eu tenha até ficado no prejuízo
contando gastos como transporte, alimentação e principalmente o tempo
que eu poderia ter ficado em casa trabalhando.
Lembra
que eu disse que iria piorar? Após o evento, veio a pá de cal. Um
email-carta pedindo desculpas e justificando a escolha das carteiras
como “uma referência à última maior greve estudantil do estado de São
Paulo, onde as cadeiras figuraram cenas de barricadas, piquetes e
manifestações”, entre outros floreios que só poderiam ser pensados pelo
tipo de gente que diz não estar acima de ninguém quando obviamente
está.
Eu já tinha me prometido não
fazer nenhuma feira de mais de 2 dias este ano. Até merecia castigo, mas
acho que este foi um pouco desproporcional. Bem feito para mim.
Depois de um breve respiro, veio a Quadrinhos e Afins
(15 e 16 de agosto). Apesar de ter sido em outra cidade (Taboão da
Serra), era muito mais próxima da minha casa do que a anterior. Sobre a
organização dessa, eu não tenho nenhuma reclamação. Nenhuminha. Desde o
início o organizador deixou tudo comunicado e me pareceu ser muito
solícito. Até mesmo se deu ao trabalho de me enviar pelo whatsapp a
postagem de instagram de divulgação da minha mesa, já que eu não tenho
redes sociais.
Também pudemos
escolher não apenas o local da mesa no espaço (dentro da organização já
estabelecida, é claro) como também nossos vizinhos (e é claro que houve a
reunião dos CULPOSOS). Minha mesa era tão grande que eu quase não soube
o que fazer com tanto espaço.
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| minha mesa e a do rafatuca (@raftuca) |
No entanto, acho que pensaram muito nos
artistas e esqueceram do PÚBLICO. Neste ponto, foi ainda pior do que a
Flopei. Foi muito triste. Havia uma diversidade enorme de artistas,
alguns em seu primeiro evento. O espaço era grande e arejado. Ficamos um
tempo sem luz no segundo dia, mas isso pode acontecer mesmo em eventos
grandes. Com exceção do café, tudo o que comprei para comer lá estava
muito bom. Mas não tinha ninguém.
O
pouco que vendi foi para outros expositores. Também fiz algumas trocas, o
que é quase sempre muito bom. Valeu a pena, novamente, só pela
algazarra com os amigos.
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| registro com minha super camera de gatinho 😸 Dormente, Rafatuca, Braio e eu, quando acabou a luz. |
Então, depois desta sequência de
desventuras, eu precisei de um tempo para tomar fôlego. Junto com a
minha decisão seríssima de não me inscrever em mais nada este ano,
também estou passando por uma reforma na expressão artística.
Já
faz um tempo que não gosto muito das coisas que venho produzindo e acho
que agora tenho um objetivo mais claro. Nada drástico, na verdade. Só
alguns ajustes.
Sigo na intenção de
compartilhar uma coisa ou outra com mais frequência. Você pode me seguir
por aqui e no ko-fi sem nenhum custo. Vou continuar deixando para assinantes
apenas coisas mais sensíveis ou pessoais (a parte mais legal por apenas 5
real).
Caso haja ânimo, até a próxima!
✨Ya Amani ✨